De uns tempos para cá, quem nunca ouviu falar em bullying? É um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou através de um grupo, que causam dor e angústia, sendo executados dentro de um contexto social.
O assunto intensificou-se após o caso do assassino que perpetrou o massacre em Realengo. De acordo com ex-colegas de classe, ele teria sido vítima de bullying nos anos em que estudou na escola municipal Tasso da Silveira – a mesma a que voltou para abrir fogo contra os alunos, matando doze deles e ferindo vários outros.
Como se vê, é muito comum no Brasil transformar a fragilidade humana em virtude. Olhar as pessoas como coitadas é um ótimo consolo para quem não tem a capacidade de vencer no meio social, para isso vale até transformar um psicopata em mártir. Utilizar um ato cruel e injustificável para defender a bandeira de uma causa é acreditar que os fins justificam os meios, razão pela qual não apóio. Não dessa forma…
É evidente que repudio qualquer tipo de agressão. O direito de um acaba quando começa o do outro, e aquele que desrespeitar essa lei universal vai responder pelos próprios atos. No entanto, a natureza não age dessa forma. O filhote de elefante que não acompanhar a mãe após o nascimento é deixado para trás, por não estar apto à sobrevivência no reino animal. Em suma: somente os mais fortes sobrevivem.
Conviver com pessoas diferentes, das mais ignorantes às mais evoluídas, é ótimo para que haja o fortalecimento e o desenvolvimento do potencial humano. Ficar chorando, tentando suicídio ou arquitetando homicídios em massa não vai resolver o problema. Pelo contrário, vai mostrar apenas o quanto você é incapaz aos olhos da vida.
Darwin já dizia que não é o mais inteligente que sobrevive, e sim aquele que melhor se adapta às mudanças. E eu concordo plenamente. Desde pequeno ando com pessoas diferenciadas na sua individualidade, cada qual com o seu jeito autêntico, e assim descobri que a troca de experiências é mais rica dentro de um grupo heterogêneo.
Gosto do desafio; o fácil sempre me entediou. Saiba que o mundo não vai mudar para agradá-lo, nem vai mimá-lo por conta das suas fraquezas, sendo assim é necessário preparar-se como um gladiador contemporâneo, onde as armas do Império Romano são substituídas por habilidades desenvolvidas para levá-lo à vitória no meio social.
LUTE. Aprenda a lidar com todo tipo de gente. Não pode haver diversidade em tribos fechadas, onde a tendência é a alienação justamente pela ausência do oposto. O espelho refletido de forma inversa acentua quem você realmente é, para que não haja confusão de identidades e possa haver o destaque. Afinal, quem gosta de tribo é índio!
“O QUE FAZEMOS NA VIDA, ECOA NA ETERNIDADE.” - Gladiador.


