> CONEXÃO ESPIRITUAL

conexao-espiritual

E mais um ano se passou. O roteiro é sempre o mesmo: reunir a família no Natal, pular sete ondinhas no Reveillon e fazer novos projetos para 2017. Mas tudo bem, sonhar é de graça. O grande problema é que a maioria das pessoas retoma os velhos hábitos a partir do dia 1° de janeiro, não conseguindo aplicar a teoria na prática. Resultado: nada sai do papel.

Observo claramente que as pessoas estão perdidas em si mesmo. Aderiram a filosofia “deixo a vida me levar” e não estão percebendo o preço alto que terão que pagar pelo autoabandono. Quando não ouvimos a própria consciência, ficamos a mercê do livre arbítrio e somos conduzidos pelo pensamento de uma maioria que não sabe para onde está indo.

A consciência é a voz da alma. Um pedaço de Deus em nós que mostra o verdadeiro caminho: distingue o certo do errado, o bem do mal, a luz da sombra. No entanto, ela não pode agir sem a permissão do livre arbítrio. Deus não vai segurá-lo se você resolver enforcar-se nesse exato momento ou resolver tirar a vida de alguém. Também não vai impedi-lo de tomar remédio de tarja preta ou se enfiar na bebida alcoólica e nas drogas.

A inteligência universal respeita o limite de cada um. Sabe que todos os caminhos levam à evolução, por mais doloroso que possa ser. Tudo é ensinamento. O erro leva a experiência, tornando você uma pessoa mais madura. Apenas não insista na ignorância porque a burrice não será perdoada pela vida, e as consequências inegavelmente aparecerão.

Cada vez mais ouço as pessoas dizendo que não acreditam em Deus. A questão aqui não é religião (sou espiritualista independente), mas de FÉ. Não frequento igrejas, mas tenho uma crença absoluta em algo superior. Entrego o meu futuro à Providência Divina sem deixar de lado a minha responsabilidade. Em momentos de dificuldade, o único caminho transcendental é a oração que me faz sentir o poder da Força Criadora.

Confiar única e exclusivamente na sua mente limitada é ingenuidade. Respeito os ateus e espero que me respeitem também. Para quem acredita no plano astral, sabe que negar a existência de Deus é virar as costas para a Luz Divina. O resultado disso são as armadilhas das trevas e os inúmeros espíritos obsessores que  se aproveitam da fragilidade espiritual das pessoas, para manipulá-las a favor dos seus interesses.

OUÇA A SUA ALMA. Os anseios dela gritam dentro de você para levá-lo ao melhor. Somente a alma domina o passado, o presente e o futuro, podendo alertá-lo sobre os prós e os contras de suas escolhas (chamam de intuição). Não se deixe levar pela opinião da maioria. As pessoas não são ruins, mas estão perturbadas demais para aconselhar alguém. Elas agem através do medo porque dão força ao mal, sem perceber que somente o bem é real.

No Reveillon apenas agradeci as conquistas realizadas. Mentalizei a palavra DISCIPLINA para que as tentações do mundo não me tirassem o foco, e assim conseguir aplicar na minha vida tudo que escrevi no post. Todos somos dignos das bênçãos celestiais; para tanto precisamos criar uma conexão espiritual através da oração e da fé inabalável no invisível. Por fim, desejo a todos um excelente 2017! Que a sua vida seja sempre iluminada, afinal de contas, o sucesso nos pertence por direito natural.

> BRINCANDO COM A VIDA

liberdade

Que bom fazer apenas aquilo que se gosta. Não ter que dar satisfação para ninguém. Tomar atitudes sem preocupar-se com a opinião alheia. Ser autêntico sem importar-se com críticas ou julgamentos. Dormir quando todos estão acordando. Ler um livro quando todos assistem ao último episódio da novela. Dar risada em filme que todos choram. São alguns exemplos do poder do livre arbítrio e da independência.

Mas será que você tem coragem de se bancar? Na teoria (principalmente nas redes sociais) é fácil esbanjar que a vida está maravilhosa, repleta de viagens, relacionamentos, ostentação e frases de autoajuda. E na prática como está a prosperidade? As amizades? Os amores? A saúde? O seu estado de espírito?

Aprendemos que “ser adulto” é sinônimo de responsabilidade. O problema está na definição distorcida da palavra, fazendo com que a maioria das pessoas perca a espontaneidade. Ser adulto para muitos é fazer cara de sério, sem dar bola fora. É agir com superficialidade e não se entregar as emoções. Lembre como era o seu temperamento na infância – a essência – e principalmente como era agradável estar contigo.

Hoje o mundo te oprime, obrigando a elogiar quando quer criticar, a ser o último da fila e freqüentar lugares para cumprir o protocolo. A sua mente diz “pense para falar, pense para agir, pense para amar, pense para se vestir, e blá blá blá.” Chegou a hora de livrar-se do roteiro pronto e criar a própria história. Independente da idade ou condição social, resgate novamente o espírito jovial e livre que há em você.

REVOLTA. Esse é o sentimento da mudança. É quando você não agüenta mais o circo social formado ao seu redor, como se fôssemos marionetes prontas para trabalhar, dormir, comer e procriar. O mundo ainda é muito careta. E você também é? Não adianta reclamar e não fazer absolutamente nada. Seja a mudança que você quer nos outros. Comece hoje, agora, JÁ!

Sem peso na consciência, vou seguindo. Passei a encarar a palavra loucura com bons olhos, pois é o termo utilizado para tudo aquilo que contraria o senso comum. Se for assim, quero mais pessoas loucas ao meu redor, quanto mais autênticas melhor; para juntos caminharmos rumo ao desconhecido. Brincar com a vida é a melhor forma de encará-la com suavidade.

“A criança que você era teria orgulho da pessoa que você é hoje?”

 

> FILA DE ESPERA

Uma lição que aprendi da vida é eliminar as expectativas.

Mais dinheiro, mais sucesso, mais relacionamentos, mais amigos, sempre queremos mais. Quem espera está no futuro e inconscientemente desvaloriza o presente. Planejar é funcional, mas aguardar ansiosamente algo que ainda não possui traz um sentimento de impotência – de constante falta – como se precisasse alcançar o objetivo para tornar-se realmente feliz.

Larguei a bagagem no meio do caminho. Dos outros não espero mais nada, ou diria quase nada, apenas lealdade. Não faço julgamento pelas escolhas de vida alheias, mas confiança é a base de tudo. A pessoa pode ser ou fazer o que bem entender, mas o direito de um acaba quando começa o do outro.

Uma virtude que zelo muito é o respeito. Sou uma pessoa fácil de lidar desde que se respeite o limite do bom-senso. Intimidade não é escracho. Não aceito maldades disfarçadas de brincadeiras. Tudo que extrapola, sobra; e tudo que sobra, vai para o lixo. O ideal é se afastar de pessoas inconvenientes.

Meus amigos conhecem a minha irreverência. Gosto de me divertir, dar risada e compartilhar momentos. As pessoas podem fazer qualquer crítica a mim, mas nunca que fui desleal ou desrespeitoso com alguém. Impossível odiar apelidos e chamar os outros dessa forma pejorativa.  Exemplo se dá com atitudes e não meramente com palavras. Tirando os excessos, tudo é válido no bom humor.

Saia da fila de espera. O que você faria hoje se fosse o último dia da sua vida? Acordaria reclamando do frio? Ignoraria o porteiro? Ficaria mexendo no whatsapp enquanto conversa com sua mãe? Deixaria o “eu te amo” para amanhã? Dormiria preocupado com as contas? Com certeza, NÃO.

Hoje prefiro ser feliz a ter razão. Não dou importância para a opinião dos outros. Assim me tornei mais acessível e tolerante com o próximo. Diminui a distância quando diminui as expectativas. Amizade também é fruto da proximidade, o que inclui quebrar as barreiras do protocolo (com limite).

Hoje me sinto mais leve para continuar a caminhada.

SEM DRAMA.

> LADO OBSCURO

eclipse

Nunca falei sobre ciúmes no meu blog. Talvez por não querer enxergar que também sou uma pessoa ciumenta. Na realidade, as piores fases da minha vida foram ao lado desse sentimento terrível. Foram as vezes que fiquei mais intolerante com quem gostava, por dar ouvido às tais amebas mentais.

A causa do ciúme é a insegurança. Você pode inventar um milhão de motivos para justificar seus ataques histéricos, mas você é o responsável por tudo. Adora se gabar, mas se rebaixa para qualquer um que chame a atenção do(a) seu(sua) namorado(a), amigo(a), familiar ou animal de estimação.

O resultado do ciumes possessivo é a solidão. A presença de espírito que antes chamava atenção agora é apagada pela negatividade. Você irá morrer com o próprio veneno até o dia que aprender: “ninguém é de ninguém”. Entenda que o medo de perder atrai a distância, que apego não é amor – mas sim uma prisão por carência ou algum interesse no relacionamento.

Tão medíocre quanto o ciúme é a inveja. Desse mal não sofro porque acredito que nada acontece por acaso. Somos únicos no Universo. Sentir raiva por conquistas ou qualidade alheias não vai melhorar sua vida em nada. Pelo contrário, só vai piorar a situação ainda mais…

Já tive contato com pessoas invejosas. Todas nutrem uma admiração de início, são habilidosas em elogiar seu talento e carisma. No entanto, quando a convivência tem início, o que antes era admiração transforma-se em um sentimento negativo, rancoroso e altamente destrutivo.

O invejoso precisa desmerecê-lo para sentir-se um pouco melhor. Cada vez que descobre algum ponto fraco seu corre espalhar – fazer fofoca – para sentir-se um pouco superior. Pura ilusão. Na realidade, o invejoso continuará na mediocridade das próprias ilusões, e nunca alcançará em número de conquistas aquele que sempre tenta derrubar.

Tanto o ciúme quanto a inveja são frutos da ignorância. Nos importamos tanto com os outros e esquecemos de nós mesmos. Não fazemos uma auto-análise crítica dos motivos que levaram a essas atitudes, e preferimos culpar o mundo pelos nossos pontos fracos. É fácil responsabilizar o olho gordo pelo seu fracasso, ou a amante pelo término do namoro.

Faço a minha parte individualmente. Afasto as pessoas invejosas (sem brigas desnecessárias) e procuro evitar o ciúme. Confesso que é difícil, mas quando lembro do passado, me obrigo a disciplina pessoal. LEMBRE-SE: Nada justifica tratar mal alguém que realmente você quer bem.

> NO STRESS

preocupacao

Descobri que preocupação é ausência de fé. Não acreditar no futuro é ter descrença na vida, ou seja, na espiritualidade que nos rege. É olhar com pessimismo (não com realismo) e fechar os caminhos que estavam prestes a se abrir, caso você tivesse um pouco mais de paciência.

É hora de largar tudo. Não a responsabilidade, a disciplina, o projeto em andamento – mas a mochila pesada que está dentro da sua mente. Sinta a leveza de estar protegido verdadeiramente pelo Universo. Como uma criança sendo carregada no colo pela mãe, em que nenhum mal tem o poder de atingi-lo, a não ser que você mereça o castigo.

Nada acontece por acaso. Não adianta gastar energias com algo que ainda não está escrito no livro do destino. Basta observar as conquistas que simplesmente caíram no seu colo sem o mínimo esforço, enquanto outras sequer saíram do papel. Nessa hora, não adianta espernear…

Depois você não sabe o motivo do stress. Toma passe, rivotril, faz meditação, e nada resolve. Tudo porque está atacando o efeito; não a causa. Ainda desconta a ansiedade na comida, ficando ainda mais estressado porque engordou. Depois rói as unhas até sangrar a cutícula. Por favor, pare a leitura agora:

RELAXE. RESPIRE. SOLTE O FUTURO.

Completei mais um ano de vida em fevereiro. Percebi que a experiência de vida é algo funcional para evitar novos problemas de relacionamento. Hoje em dia, consigo analisar facilmente o temperamento de algumas pessoas, lidando melhor com elas. O ser humano é previsível na maioria dos casos, e com a maturidade resolvo a situação sem brigas desnecessárias.

A cada aniversário me perguntam o segredo da juventude. Eu diria que é não se preocupar com absolutamente nada.  Largar o passado também rejuvenesce. É hora de começar mais um ciclo de vida com a certeza de que nascemos predestinados para o sucesso. Mesmo que você utilize o livre arbítrio da pior forma possível, o desvio no caminho é limitado, e no final as pedras virarão um castelo de realizações.

> DIVAGAÇÕES

Para mim, escrever é autoterapia. É colocar um pouco da alma nas palavras. Sem nenhuma razão maior a não ser compartilhar reflexões com pessoas afinizadas as minhas  ideias e pensamentos. Quero aproveitar esse momento para agradecer você – leitor – pelos elogios a cada postagem, por acompanhar o blog e me prestigiar com alguns minutos de leitura.

Aproveito o final de ano para repensar a vida. Releio o livro do próprio destino para relembrar cada momento, rasgando as páginas que não agradaram para ficar aberto aos novos capítulos. Os sentimentos misturam-se de uma forma nostálgica difícil de explicar, por mais tangível que seja no agora, por mais físico que se transforme ao fechar dos olhos.

Não sou herói nem vilão; talvez um pouco de ambos. Antes me incomodava um pouco ser chamado de polêmico, mas hoje entendo que a palavra é sinônimo de autenticidade. Vivemos em um mundo que falar o que pensa já é  o suficiente para arranjar inimigos. Viver a sua verdade já é o bastante para receber críticas por uma quantidade que não representa a qualidade.

Escolhi o meu próprio caminho. Preferi desagradar ao mundo e continuar ao lado da minha consciência, com pessoas que gostam de mim pela minha essência. Sem julgamento, sem inveja, sem competições fúteis. Nunca tive medo de mudar, de me renovar, de apresentar-me novamente a cada dia.

Quero independência total. Dessa forma, consigo me conectar à fonte espiritual que me nutre e espalhar um sentimento bom a todas as pessoas que me rodeiam. Gosto de todos sem exceção, apesar de não concordar com algumas atitudes, porque sei que vivemos em constante evolução. A distância não significa ódio ou ressentimento, apenas o fim de uma história.

Ficar preso ao passado não é o meu caso. Com a mesma alegria que crio novos ciclos encerros os antigos, guardando a saudade de um tempo que não volta mais. Fico feliz que as pessoas tenham histórias marcantes comigo que não passaram despercebidas – o morno (previsível) me cansa.

Estaria mentindo se falasse que não tenho arrependimentos. Se pudesse voltar no tempo, teria sido mais tolerante com pessoas que gostei, que gostei muito. Gostei tanto que o medo de perder foi tão intenso que acabou se tornando real. Aprendi que dez atitudes boas não justificam uma ruim, e talvez essa pessoa nunca mais te olhe com a mesma admiração de antes,  reagindo com o mesmo orgulho que recebeu.

Amar exige coragem.

Nessas horas, a saudade chega a emocionar. Mas a vida é a maior professora e me deixou a lição para ser aplicada nas novas experiências. Agradeço cada um que passou pela minha vida e que me ajudou a ser uma pessoa melhor. Sou muito grato por todo carinho que recebo do mundo. São tantas demonstrações de afeto que motivam-me a seguir em frente.

2015 foi um ano de renovação. Respirar novos ares é extremamente libertador. Chegou a hora de pegar novos livros na prateleira. Não sei o que me espera, mas estou pronto para a aventura, porque acredito na vida. Novos personagens, novos romances – o mesmo protagonista.

Até 2016…

> CONEXÃO SOLIDÃO

Não há como negar os benefícios da internet. Dificil imaginar a vida sem whatsapp, facebook e outras redes sociais. Até mesmo pais, avós, tias aderiram à tecnologia e hoje se comunicam com os parentes através do celular ou tablet. Antes criticavam os jovens por não sairem da frente do PC; hoje repetem o mesmo hábito e ainda pedem ajuda para mexer nos aplicativos novos. Bem-vindo à modernidade do século XXI!

No entanto, todo exagero é prejudicial. Infelizmente o ser humano é compulsivo por tudo que agrada, não se contentando em usufruir as coisas boas da vida com equilíbrio e harmonia. É como se ele não aceitasse o fim do prazer momentâneo que o bem-estar proporciona, sem perceber que a imersão virtual é puramente superficial.

Vivemos uma overdose tecnológica. E falo por mim também que estou me disciplinando para não ser dependente de redes sociais.  Tomei a decisão quando percebi que as pessoas não conseguem sair para uma conversa sem olhar o celular, como se fosse mais importante atualizar a timeline do que a companhia presente. Não há concentração, apenas dispersão do agora.

Não há mais vida íntima – privacidade saiu de moda. Diariamente as pessoas colocam em prática a frase “minha vida é um livro aberto”, e dessa forma se tornam popularescas. A internet criou uma multidão de pseudo web celebridades, que sequer ganham dinheiro com isso, mas que são movidas pela vaidade de receber curtidas e comentários. E para ter ibope vale tudo: pagar mico, debater assuntos polêmicos, perder a dignidade ou expôr a rotina totalmente desinteressante.

Estamos tão conectados e ao mesmo tempo tão distantes. Os relacionamentos são à distância, os encontros sexuais cada vez mais fugazes, as reuniões de família viraram coisa do passado. Detalhes como olhar, conquista e carisma hoje passam despercebidos em meio às inúmeras possibilidades. A fila hoje não anda; voa na velocidade da luz.

Chegou a hora de voltarmos um pouco às raízes.

Ligue para a pessoa querida ao invés de mandar bom dia pelo whatsapp, dê os parabéns pessoalmente ao invés do lembrete do facebook, sorria para valer ao invés de mandar emoticon, aprecie a comida do restaurante ao invés de tirar foto para o snapchat, desfrute verdadeiramente da viagem ao invés de se preocupar com o melhor ângulo para o instagram, emocione-se com o show artístico ao invés de ficar comentando a playlist no blog pessoal.

Não posso mudar o mundo; apenas as minhas atitudes. A evolução tecnológica deve caminhar junto com a espiritual. Se continuar assim, cada vez mais ficaremos alienados: sem pensar, sem criar, sem amar – e o pior, pagando o preço alto do arrependimento. Triste olhar para trás e ver que as experiências foram somente virtuais. Triste lembrar que os momentos ficaram guardados na HD do computador, mas não no interior da nossa alma. A vida é curta, CURTA.

“EU TEMO O DIA EM QUE A TECNOLOGIA ULTRAPASSAR A INTERATIVIDADE HUMANA. O MUNDO TERÁ UMA GERAÇÃO DE IDIOTAS.” – ALBERT EINSTEN.